05 e 06 de Junho de 2024 



05 Jun

Reunião Conjuntural: A força da avicultura e da suinocultura

Publicado em: 05 Jun 2024

Reunião Conjuntural: A força da avicultura e da suinocultura


Produtores de aves e suínos de olho no mercado internacional

Na tarde desta quarta-feira (05), a programação técnica da Favesu2024 foi marcada pela Reunião Conjuntural da avicultura e suinocultura, que reuniu três palestrantes e trouxe ao debate os números e as perspectivas dessas atividades. Além disso, foram apresentados dados sobre o mercado de grãos.

Suinocultura

Este ano, as informações sobre a suinocultura brasileira foram atualizadas e o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, trouxe os mais recentes números do segmento no Brasil.

A região sul é líder absoluta, reunindo 65,2% das 2.110.840 de fêmeas reprodutoras do Brasil. Santa Catarina ocupa o primeiro lugar no ranking, respondendo por 29,7% da produção nacional, o que representa 629.488 unidades. Em seguida estão Paraná, com 381.677 (18,1%), e Rio Grande do Sul, com 369.148 (17,5%).

Os percentuais de produção das matrizes nas regiões Sudeste e Centro-Oeste são bem próximos, com 16,4% e 16,2%, respectivamente. Nessas regiões se destacam os estados de Minas Gerais, com 259.608 (12,3%) e Mato Grosso do Sul, com 106.545 (5%) matrizes. O Espírito Santo aparece em 11º no ranking nacional, com 12.148 matrizes (0,6%).

Lopes apresentou ainda o percentual de crescimento no abate de suínos. Nos últimos oito anos, essa produção cresceu 45,6%. Em 2015, foram abatidas 39,264 milhões de suínos, enquanto em 2023, esse abate foi de 57,173 milhões de animais.

“A gente espera expandir as exportações, porque existem muitas possibilidades para isso. Já temos grandes importadores que estão passando comprar da suinocultura nacional”, apontou Lopes. Em 2023, o Brasil exportou 1,200 milhão de toneladas de carne suína.

Já em relação aos obstáculos que precisam ser vencidos, ele destacou a questão sanitária. “Ainda temos pendências a ser sanadas neste quesito, especialmente nas regiões norte e nordeste do Brasil. Por exemplo, a peste suína clássica, que ainda temos áreas não livres da doença. Então precisamos vacinar mais. Recentemente, fizemos um trabalho grande em Alagoas, um modelo que deu muito certo, e agora estamos indo pro Piauí”, destacou o presidente da ABCS.

Avicultura

Os números e as perspectivas da avicultura brasileira, nas modalidades postura e de corte, foram tema da fala proferida pelo diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Marcelo Osório.

O palestrante enfatizou que o segmento vem em uma crescente de vendas para outros países. “O Brasil hoje está consolidado como o maior exportador de carnes de ave e já detém 37% da produção mundial”, enumerou Osório.

O presidente da ABPA enfatizou ainda qual é o principal diferencial que leva o Brasil a essa posição de destaque no cenário global. “Além de condições únicas de clima, de localização e de toda essa parte física que é perfeita para a produção de aves, temos excelência no cuidado, com regras rígidas, essenciais ao padrão de segurança conquistado por nosso país que alimenta o mundo”, afirmou.

A ABPA reúne 130 empresas que respondem por 85% da produção de carne suína, mais de 90% da produção de carne de ave, e mais de 95% das exportações do setor.

Milho e soja

O tema seguinte da Reunião Conjuntural foi uma análise sobre o mercado de grãos, com foco nos produtos milho e soja, que juntos representam 85% da produção brasileira e grãos. O diretor do Departamento de Análise Econômica e Políticas Públicas, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Sílvio Farnese, quem apresentou essa análise.

Na safra 2022/2023, foram produzidas 319,8 milhões de toneladas de grãos. E na safra 23/24, das mais de 285 milhões de toneladas produzidas até agora, 147,684 milhões são de soja, enquanto o montante de milho é de 111,635 toneladas.

Farnese destacou ainda os percentuais de participação das atividades no consumo do milho. A avicultura ocupa o primeiro lugar no ranking de consumo, com 36% de participação, o que significa 30 milhões de toneladas/ano. A suinocultura aparece na terceira colocação, com 16,3 milhões de toneladas/ano (19%), atrás da produção de etanol, que consome 100 mil toneladas a mais.

Na lista de fatores que provocam alta de preço no mercado, estão: instabilidade econômica mundial, instabilidade climática em países produtores, redução da safra brasileira de grãos, crescimento da produção de etanol e biodiesel e conflitos e guerras no planeta.

Já entre os fatores de queda nos preços, o especialista citou: fatores de queda nos preços, estoques mundiais elevados, recuperação da produção da Argentina, desaceleração da demanda chinesa, retorno das exportações no Mar Negro, produção de DDG do etanol de milho e as boas condições de plantio nos Estados Unidos.

O diretor finalizou a apresentação trazendo uma previsão para o segundo semestre. Segundo ele, “é de estabilidade de preços com viés de baixa para soja e suave alta pra milho, dependendo do comportamento da safra americana que aumentou a área plantada de soja e reduziu a de milho”.

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